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Genérico vira Zeca Time e pode ter seus dias contado
Simples assim, ou o Time Negra – genérico paraguaio do Paysandu - vence o Vila Rica ou pode dar adeus a Curuzu e com ele, todo o elenco de perebas, incluindo o “professor” sem nave.

A diretoria do Paysandu esta preocupada com a situação de vexame que esse Zeca Time está dando. Não é pra menos. O Zeca Time consome R$ 60 mil de salários por mês - pagos em dia - treina na Curuzu, tem salas de fisoterapia/ginástica/ergométricas, sauna, apartamentos com ar condicionado, Internet, comida farta e uniformes novos para treinamentos e bola zerinha para treino. Tem médico, treinador de goleiro, auxiliar e ropeiro, departamento de futebol e torcida. Mas o Zeca Time em quatro jogos de uma séria única de seis, ganhou dois jogos por descuido do adversário e empatou dois jogos na sorte. É o quarto colocado, com risco de não vir a disputar o Parazão 2008. Seus adversários são times amadores, que não tem salários definidos, vivem da caridade alheia, não tem campo pra treinar e foram formados as pressas juntando uma peça aqui e outra ali, para formarem um time que tiveram no maximo 15 dias de treino contra mais de dois meses de treinamento do Paysandu.

Acredite se quiser, se esse Zeca Time vestir a camisa do Papão para vir disputar o Parazão 2008, vai ser a desgraça do futebol paraense. Antes mesmo do inicio do Campeonato já entra como favorito a ser o Lanternão. E o “professor-treinador” a múmia nave que vai levar o Time Negra e o Paysandu, a glória de ter conseguido provar que de uma tacada só, se pode enterrar no mesmo buraco, dois times de uma vez só.


São Paulo(SP), 30 de outubro de 2007 - 10:39
Alfredo Ramos
aaorbr@gmail.com
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